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sábado, 28 de janeiro de 2017

Doença de Parkinson e nutrição

doença de Parkinsonmal de Parkinson ou paralisia agitante, descrita pela primeira vez por James Parkinson em 1817, é caracterizada por uma doença progressiva do movimento devido à disfunção dos neurônios secretores de dopamina nos gânglios da base,que controlam e ajustam a transmissão dos comandos conscientes vindos do córtex cerebral para os músculos do corpo humano. Não somente os neurônios dopaminérgicos estão envolvidos, mas outras estruturas produtoras de serotonina, noradrenalina e acetilcolina estão envolvidos na gênese da doença. 

 Logo, é a falta de DOPAMINA (neurotransmissor onde uma das suas funções é o controle motor) ou a morte de neurônios dopaminérgicos.
A dopamina é um neurotransmissor produzido a partir da tirosina (aminoácido)… muito presente em alimentos de fontes proteicas. Existe uma redução das concentrações de dopamina no indivíduo com Parkinson. Por isso o paciente com Parkinson é tratado com levodopa, um medicamento que aumenta as concentrações de dopamina. Mas este fármaco tem sua biodisponibilidade reduzida quando é administrado junto a proteínas.

O Parkinson parece ter seu início relacionado a um aumento no estresse oxidativo. Isto decorre pelo fato do cérebro ser extremamente sensível ao dano oxidativo, especialmente por ser rico em ácidos graxos poliinsaturados, metais de transição, com baixas concentrações de antioxidantes e/ou enzimas antioxidantes, além de ser o órgão mais ávido por oxigênio do corpo, utilizando 20% de seu total. Vários nutrientes vêm sendo estudados no intuito de melhorar o metabolismo cerebral, a fim de reduzir os efeitos deletérios das doenças neurológicas, entre eles destacam-se os antioxidantes, L-carnitina, vitaminas do complexo B, flavonóides, Coenzima Q10, etc. Apesar disso, observa-se uma grande dificuldade no tratamento destas patologias provavelmente pelas múltiplas alterações encontradas no metabolismo cerebral, como por exemplo, o aumento do estresse oxidativo, alterações no metabolismo energético cerebral, aumento do processo inflamatório, deficiências nutricionais, desregulação de neurotransmissores, entre outros, levando a necessidade de um tratamento integrado e complexo.

Possíveis Causas:
  • Pesticidas
  • Medicamentos
  • Monóxido de carbono
  • Lesão (Ex. lutador)
  • Mercúrio
Sintomas do Parkinson:
  • Bradisinestesia
  • Dificuldade de locomoção
  • Anedonia (podem se tornar pacientes depressivos pela deficiência de Dopamina)

Como a Nutrição Funcional atua no tratamento/prevenção do Parkinson?
Se o excesso de Radicais Livres estão por trás da doença, é fundamental utilizarmos vitaminas e minerais antioxidantes como por exemplo as vitaminas C e E.
O uso da Vitamina B2 concomitantemente com a retirada da carne vermelha melhora a capacidade motora.           —> A tendência nas doenças de Parkinson e de Alzheimer é a retirada de proteínas (dieta vegetariana), melhora muito os sintomas.

A homocisteína é um aminoácido produzido a partir da metionina, aminoácido intermediário na produção de novas substâncias, que tem papel inflamatório e neurodegenerativo, podendo agravar ou iniciar varias neuropatologias. Quantidades aumentadas de metionina não são recomendadas em indivíduos com doenças neurodegenerativas. A metionina está presente em vários alimentos… então retire da dieta os alimentos mais ricos em metionina como a carne vermelha… pois não temos como mensurar o consumo total de metionina. A metionina é necessária ao corpo pois é a partir dela que produzimos o SAme, a cisteína, a glutationa, a taurina… não é de toda vilã.. mas o excesso dela e o metabolismo errado podem produzir homocisteína demais, que não seria interessante.

Outras indicações:
  • Dietas vegetarianas restritas
  • Dieta restritiva em calorias
  • Dieta rica em AGPI (gorduras poliinsaturadas), vegetais, antioxidantes e pobre em AGS (gorduras saturadas) e trans
Sulforafano ( presente no brócolis): Inibe a formação de dopamina-quinona (bloqueia a glutationa). Melhor forma de consumo: 3 minutos no vapor.
Coenzima Q10 (presente no abacate e sardinhas): Retarda a progressão da doença, reduz inflamação na disfunção mitocondrial. Reduz sintomas.  
Ácido Lipóico (presente em folhas verdes e carnes em geral): Reverte em parte o declínio da função da membrana mitocondrial. Restaura enzimas mitocondriais. Melhora memória. Auxilia na restauração da vitamina C, E e glutationa. Também é bom para o fígado. 
L-carnitina (presente em carnes em geral): Aumenta a Dopamina, produção de energia.  
Magnésio e Cálcio: A deficiência desses minerais pode diminuir os neurônios dopaminérgicos.
Cafeína: Aumenta a Dopamina. Pode melhorar a proteção dos neurônios contra as substâncias tóxicas. Não ultrapassar 1000mg/dia.
Chá verde: Inibe a morte e mantém neurônios. 

      Deve-se consumir alimentos mais específicos para a doença de Parkinson, por conterem antioxidantes, aminoácidos, vitaminas e minerais que protegem estruturas neurológicas: abacaxi, banana, kiwi, mamão papaia, morango, maçã, uva, alface, brócolis, castanhas, feijão, gérmen de trigo, leite, nozes, quinoa, sardinha, ovos e soja entre outros etc.

PROIBIDO NO PARKINSON:
  • Carne vermelha**** Principal
  • Açúcar e doces em geral
  • Alimentos com corantes, acidulantes, conservantes
  • Agrotóxicos
  • Ácidos graxos trans
  • Alimentos alergênicos
  • B6 quando pacientes tomam L-dopa
Fonte: Bloganapaulakaran


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