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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Sugestões de lanches saudáveis para levar para a escola

Pessoal, muitos pequeninos começaram seu ano letivo e papais, mamães e vovós ficam preocupados com o que  irão colocar nas lancheiras. Fiz uma coletânea de imagens que achei interessante.
Entretanto devemos ter cuidado com alimentos como iogurtes e pastas colocadas nos sanduíches, devido ao calor. Se o colégio possuir refrigerador, tudo bem.
É importante que os pais ou avós introduzam hábitos saudáveis nos pequeninos, pois nesta fase da vida são adquiridos comportamentos alimentares que poderão levar para sua vida adulta.
Sugestões que gostei:











Estes cardápios também estão bastante sugestivos. Pode ir adaptando com o gosto da criança e introduzindo a alimentação saudável. Observe que as frutas sempre estão presentes. Não force a criança a comer. Na escola, é importante também que se tenha orientação nutricional.









segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Preocupação com o lanche escolar das crianças

Muitas crianças estão iniciando as aulas hoje e é normal que os pais se preocupem com o lanche que vão mandar para os pequeninos. Tenha sempre a noção de que quanto menos processado for o alimento, melhor para o seu filho.
Aqui vão algumas dicas: Substitua:

  • Os famosos biscoitos recheados por integrais ou bolo simples.
  • Refrigerantes e guaraná "natural" por sucos 100% naturais.
  • Salgadinhos por sanduíches com pão integral com pasta de frango e cenoura ralada




Fonte da foto: Fernanda Serpa

terça-feira, 24 de abril de 2012

Cantina escolar X Obesidade infantil

Alimentação saudável na cantina da escola

Governo fecha acordo que incentiva instituições particulares a oferecerem alimentos com menos sódio, açúcar e gordura

O foco do Ministério da Saúde na melhoria da qualidade da alimentação escolar visa a combater o avanço da obesidade infantil
 
O foco do Ministério da Saúde na melhoria da qualidade da alimentação escolar visa a combater o avanço da obesidade infantil
Escolas particulares de todo o país receberão orientações do Ministério da Saúde para oferecerem alimentos mais saudáveis em suas cantinas. A medida tem início com a assinatura de acordo entre o ministério e a Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), que multiplicará, entre os estabelecimentos de ensino básico, fundamental e médio, as diretrizes do manual “Cantinas escolares saudáveis: promovendo a alimentação saudável”.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a relevância da assinatura do acordo, que aconteceu durante evento em alusão ao Dia Mundial da Saúde, na sede da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), em Brasília. “O hábito alimentar começa a se formar na infância e esse hábito não é formado apenas em casa. A escola tem papel fundamental nesta educação. Daí a importância na parceria entre o Ministério da Saúde e a Fenep”, disse o ministro. “Nosso esforço é para difundir os hábitos da alimentação saudável”, completou.
A partir do acordo, a Fenep e o Ministério da Saúde definirão formas de reconhecer escolas cujas cantinas ofertam alimentos mais saudáveis. “Criaremos estratégias de reconhecimento para as escolas que adotarem a alimentação saudável nas cantinas. É uma forma de saber que aquelas cantinas seguem as diretrizes do Ministério da Saúde”, explicou o ministro.
O foco do Ministério da Saúde na melhoria da qualidade da alimentação escolar visa a combater o avanço da obesidade infantil. Estimativas do ministério apontam que cerca de 525 mil crianças e 140 mil adolescentes têm obesidade mórbida no Brasil.
Segundo a Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 34,8% das crianças com idade entre 5 e 9 anos está acima do peso recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde. Ainda de acordo com a OMS, um ambiente favorável às escolhas alimentares saudáveis para crianças é fundamental para redução da obesidade infantil.
Já na faixa de 10 a 19 anos, 21,7% dos brasileiros apresentam excesso de peso – em 1970, este índice estava em 3,7%. Neste grupo, o índice de massa corporal (IMC) – razão entre o peso e o quadrado da altura – deve ficar entre 13 e 17. A manutenção do peso adequado desde a infância é um dos principais fatores para a prevenção de doenças na fase adulta.
Os maus hábitos alimentares dos estudantes brasileiros também podem ser constatados nos resultados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar. A avaliação apontou que apenas um terço dos alunos matriculados no ensino fundamental da rede privada consomem frutas e hortaliças em cinco dias ou mais na semana. Já refrigerantes e frituras fazem parte da rotina alimentar de 40% dos alunos.
Alimentação saudável 
O Ministério da Saúde tem fechado parcerias com diversos segmentos da sociedade civil e do setor produtivo para tornar a alimentação do brasileiro mais saudável.  Acordo com a indústria tem reduzido os níveis de sódio e gordura trans nos alimentos.
De acordo com dados do IBGE, os adolescentes brasileiros consomem mais salgadinhos (sete vezes maior), biscoitos recheados (quatro vezes maior), biscoitos doces (mais de 2,5 vezes maior) e biscoitos salgados (50% a mais) que os adultos.
Doenças crônicas
O Plano de Enfrentamento das Doenças Crônicas, lançado pelo Ministério da Saúde em 2011, elenca um conjunto de medidas para reduzir os fatores de risco – obesidade, tabagismo e consumo de bebidas alcóolicas – para estas enfermidades.
Com execução até 2022, o plano tem como metas a redução da obesidade infantil aos mesmos patamares de 1988: 8% entre os meninos e 5% entre as meninas, revertendo a curva atual. Já na faixa de 10 a 19 anos, o objetivo é diminuir as taxas de 5,9% para 3,2% entre os meninos e de 4% para 2,7% entre as meninas.

Fonte: Ministério da Saúde

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Responsabilidade de adulto

Achei interessante colocar esta matéria, pois temos poucos artigos falando sobre a criança diabética e esta matéria foi premiada. Tema muito inteligente!

Diabetes de criança, responsabilidade de adulto


Matéria vencedora do Prêmio da Sociedade Brasileira de Diabetes na categoria Jornalismo On-line.

Na hora do lanche, na escola, hambúrgueres e refrigerantes passam longe de João Gabriel Ferreira, de sete anos. Acostumado a uma alimentação diferente, ele leva na mochila biscoitos integrais e um suco light ou um iogurte diet. Às vezes, apesar de já habituado a essa alimentação cuidadosa, lamenta por não poder comer "como as outras pessoas".
O diabetes tipo 1, que exigiria de João mudanças significativas na rotina e nos hábitos, foi diagnosticado quando ele tinha dois anos e meio de idade. "No início foi complicado", conta sua mãe, Heloisa Ferreira, que afirma que hoje está adaptada à situação. "Muito raramente tomamos sustos com a hipoglicemia, ele fala que está passando mal e vai ficando mole. É difícil, mas sabemos que temos que tomar providência imediata, não podemos deixar o emocional tomar conta".
A Federação Internacional de Diabetes (IDF, na sigla em inglês) estima - segundo relatório publicado em dezembro de 2006 - que cerca de 440 mil jovens abaixo dos 14 anos de idade, em todo o mundo, tenham diabetes tipo 1, ou seja, sejam insulino-dependentes como João Gabriel. Mais de 70 mil crianças desenvolveriam esse tipo da doença a cada ano. Entre 5 e 10% do total de diabéticos em todo o mundo são do tipo 1, enquanto cerca de 90% têm o tipo 2. O aparecimento da doença provoca alterações não só na vida das crianças e adolescentes como na de toda a família.
Rotina, disciplina, planejamento e equilíbrio são itens que, segundo especialistas, não podem faltar na vida dos insulino-dependentes. Segundo o endocrinologista Isaac Benchimol, é comum os pais sentirem uma espécie de impotência diante do filho com diabetes, pelo fato de que mesmo sem serem médicos precisam cuidar da doença deles. Para ajudar nesse processo, Dr. Benchimol acredita ser importante que os pais se informem, tenham curiosidade sobre o diabetes e corram atrás de saber o máximo possível sobre a doença. O mesmo devem fazer as próprias crianças e os adolescentes diabéticos.
Além de curiosidade para aprender e se manter informado, é fundamental, segundo o endocrinologista, que os portadores de diabetes tenham disciplina. "Eles precisam entender que, quanto maior o controle do metabolismo, melhor a sua qualidade de vida", diz o médico. Dr. Paulo Solberg, também endocrinologista, concorda. "Quanto melhor o controle glicêmico, menor a chance de complicação".
Segundo a IDF, quando o diabetes é detectado em jovens, sua expectativa de vida é reduzida em dez a 20 anos. No entanto, isso não é motivo para desespero, pois a explicação, segundo o Dr. Benchimol, é que estatísticas assim são feitas com base em médias. "E essas médias incluem quem se cuida e quem não se cuida", analisa, complementando que hábitos saudáveis e disciplinados podem permitir que o diabético tenha expectativa de vida semelhante à de pessoas que não têm a doença. Dr. Paulo Solberg cita outra explicação para essas estatísticas. "Quem é diagnosticado hoje tem na mão uma gama de recursos que quem foi diagnosticado há 20 anos não tinha. Hoje em dia, consegue-se um controle muito melhor".
Cuidados até de madrugada
Segundo o Dr. Solberg, entre as grandes dificuldades dos pais com filhos diabéticos estão o medo da queda no nível de açúcar no sangue - a hipoglicemia -, a dificuldade de aceitar que o filho tem uma doença crônica e a adaptação a uma rotina maior, com uma programação menos espontânea. Crianças pequenas, muitas vezes, têm outros problemas - como a dificuldade para aceitar a aplicação de injeções ou a rejeição da alimentação depois que seus pais já lhe deram doses de insulina - enquanto, na adolescência, a disciplina exigida pelo diabetes entra em conflito com a rebeldia e a falta de rotina típicos da faixa etária.
Antes das refeições, João Gabriel recebe aplicações de insulina de acordo com a quantidade de carboidratos que irá ingerir. Mesmo de madrugada, seus pais acordam para realizar no menino dois exames e checar a taxa de glicemia em seu sangue. "A rotina é um pouco dura", diz Heloisa, relatando que João acorda às 9h e toma dois tipos de insulina, a de ação basal - que dura 24 horas no organismo - e a ultra-rápida - que começa a fazer efeito cinco minutos depois de ser aplicada e tem ação que se estende por cerca de duas horas - para tomar o café da manhã. Ele toma também insulina ultra-rápida para almoçar e para jantar e faz cerca de dois exames de tarde na escola: para verificar se está com hiperglicemia, na hora do lanche, e avaliar se precisa de insulina, caso esteja com hipoglicemia.
"Fazemos a contagem de carboidratos, o que facilitou muito a vida do meu filho - e a minha também", conta Claudia Valli, mãe de Tom, seis anos, diagnosticado portador de diabetes tipo 1 aos dois anos e cinco meses. "Por isso, ele come quase tudo, tem uma dieta saudável, equilibrada e, nas festinhas, até come bolo e brigadeiro, o que o deixa radiante. É claro que ele tem uma rotina mais rígida do que a de outras crianças, tem horários e regras. E não tem essa de ‘relaxar só hoje'. Diabetes não tira férias, nem tem feriado", conta Claudia, apresentando ao mesmo tempo tolerância com o fato de o filho ser criança e responsabilidade com a necessidade que apresenta por ser diabético.
Nem sempre a dieta de uma pessoa diabética exige cortar de vez aqueles lanches hipercalóricos adorados pelas crianças. No entanto, se qualquer pessoa deve ter uma alimentação equilibrada, os diabéticos precisam mais ainda, conforme enfatiza o Dr. Solberg, complementando que é preciso analisar caso-a-caso e que o grau de rigidez com a dieta pode ser diferente dependendo do paciente.
O planejamento também é importante. Segundo o Dr. Benchimol, o ideal para quem tem diabetes é saber que vai "errar", pensar no que vai consumir e, consciente de que naquele dia vai exagerar, calcular a dose de insulina necessária já com base nisso. Ao mesmo tempo, não se pode injetar uma alta dose do hormônio e depois não consumir a quantidade ou qualidade de alimentos que o organismo se prepara para receber.
Além de controlar a alimentação de uma forma geral, os pais de filhos diabéticos vivem às voltas com os horários das medições da taxa de glicose. Claudia, que assim como Heloisa acorda de madrugada para medir a glicose do filho, até preparou uma apostila para a escola e ensinou as professoras de Tom a medir a taxa de glicose e administrar qualquer eventualidade. "Mesmo assim, quase todas as tardes eu recebo um telefonema de lá. Por isso, eu nunca desligo meu celular", conta, mostrando que a doença gera uma tensão constante.
A preocupação dessas mães não é exagerada. No entanto, a vantagem de a criança ter uma rotina é a possibilidade de uma tranqüilidade maior, com melhor controle e acompanhamento freqüente da glicemia. "Se você conhece a rotina da criança, pode até saber de quanta insulina ou carboidratos ela vai precisar antes de uma atividade física, por exemplo", explica o Dr. Solberg, afirmando que além dos cuidados familiares esses pacientes devem ir a consultas de três em três meses, em média, e estar sempre em contato com seus médicos, informando-lhes sobre a taxa de glicose por e-mail ou telefone, por exemplo - medidas que o Dr. Benchimol também aprova.
Fazer exercícios físicos é recomendado, pois movimentar-se ajuda a promover uma maior ação da insulina e a manter um peso saudável. Os diabéticos podem fazer qualquer atividade física, segundo os especialistas. Se desejarem realizar um esporte mais "radical", no entanto, é importante que façam um planejamento e tenham à sua volta pessoas que saibam da sua condição para ajudá-los se necessário.
De acordo com o Dr. Benchimol, um acompanhamento psicológico pode ser necessário, também, para que a criança diabética entenda seus limites. Dr. Paulo Solberg acredita que esse:acompanhamento é bom para todas as crianças, pois nessa fase da vida é difícil se sentir diferente. "E ter a alimentação controlada, a rotina do diabético, é ser diferente", enfatiza.
Bom humor para encarar desafios
"Uma vez comprei um sabonete de erva-doce e, quando o Tom foi lavar as mãos, ele disse: ‘Mãe, o sabonete é de erva-doce. Eu não posso. Não tem erva-diet?'", conta Claudia Valli, que além de mãe do Tom é autora da peça Meu Filho é um Doce, em cartaz no Rio de Janeiro. Ela não resistiu e inseriu a pergunta do filho no roteiro da peça, que tem como objetivo mostrar como o bom humor pode ajudar a superar grandes obstáculos e tornar a vida mais leve.
"Senti que precisava, de alguma forma, reverter os sentimentos para o bem de todos. E foi o que fiz. Na minha casa, não existe baixo-astral por causa do diabetes. Existe responsabilidade e cuidados", relata. "E a peça é a maior prova disso. As pessoas se emocionam, mas riem muito e se divertem também. Desde que o Tom ficou diabético, passei a dar uma festa no dia do diabético (14 de novembro). Ele adora, pois ganha presente, recebe amigos. Uma vez chegaram a me perguntar: ‘Mas você comemora uma doença?'. Eu respondi que não. Eu comemoro a vida".

Cuidando da criança com diabetes

Cuidando de crianças com diabetes



Mais de 10 milhões de brasileiros são diabéticos e 500 novos casos surgem a cada dia segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). Embora as crianças não façam parte dessa estatística, elas não estão a salvo da doença. De acordo com o último levantamento feito pela International Diabetes Federation (Federação Internacional de Diabetes - IDF), cerca de 480 mil crianças com menos de 15 anos têm diabetes tipo 1. E esse índice sobe 3% ao ano.
Já, o diabetes tipo 2, que até então atingia em sua maioria adultos por volta dos 40 anos, está cada vez mais presente entre as crianças e os adolescentes. “A obesidade e o sedentarismo são os principais fatores para o aumento no número de crianças com diabetes tipo 2”, diz Balduino Tschiedel, endocrinologista da SBD.
Apesar de a genética ter grande influência, o fator ambiental desempenha um importante papel no aparecimento da doença. Por isso, cabe aos pais e a todos que convivem com a criança incentivar hábitos alimentares saudáveis e a prática de atividades físicas regulares para evitar o sobrepeso. Diversos estudos mostram que exercícios físicos e dieta equilibrada podem prevenir a maior parte dos casos de diabetes tipo 2.
Quanto mais cedo, melhor
Receber a notícia de que a criança tem diabetes não é fácil para os pais. Mas diagnosticar a doença tão logo ela apareça é fundamental para melhorar a qualidade de vida da criança. Se ela está acima do peso ou ainda há na família casos de pessoas com diabetes e hipertensão, por exemplo, é preciso fazer um rastreamento com um profissional para descartar o diabetes. Alguns sinais, como muita sede ou fome, urina em excesso, cansaço ou perda brusca de peso, também são motivos para procurar o médico o mais rápido possível.

Fonte: Revista Crescer


Criança diabética

Criança diabética: Como fazer a comida passar de um problema a um prazer?


 A descoberta do diabetes da criança ou do adolescente altera os hábitos alimentares de toda a família. Uma maior facilidade ou uma maior dificuldade para seguir a nova dieta e adaptar-se ao novo estilo de vida envolve vários fatores... Há famílias que comem refeições bem definidas, há quem cozinhe, o carrinho de supermercado não é um suprimento de guloseimas, não há latas de sorvetes no freezer, nem bomboniere lotada de chocolates enfeitando a sala, não é permitido almoçar ou jantar assistindo TV ou na frente do computador. Nestes lares, a comida nunca será um problema, não haverá a comida de uns e a de outros. Todos comerão com variedade e respeito às regras da boa alimentação, sem que isso seja um carma ou um código de regras impossível de ser seguido.

Com as novas insulinas e os novos esquemas de insulinização, a dose e os horários das insulinas dependem dos horários das refeições e do tipo de alimento ingerido. Há grande flexibilidade e liberdade para o consumo de alimentos por parte da criança, desde que os carboidratos sejam contados ou que a troca por porções equivalentes seja realizada e a dose de insulina adequada. É importante para o paciente e sua família entenderem que o alimento responsável pela elevação da glicemia é o carboidrato e ele precisa ser convenientemente coberto com doses adequadas de insulina. Isso equivale a dizer que devem ser cuidadosamente monitorados o arroz, as frutas, o milho, os pães e biscoitos, a batata, a mandioca, as massas em geral e as guloseimas contendo açúcar, incluindo doces, refrigerantes, chocolates, sorvetes e bolos.

Inicialmente isso pode parecer difícil, mas com o tempo as famílias, e, principalmente, o próprio paciente passa a fazer estes cálculos com muita facilidade e rapidez. Esta atitude, a do paciente assumir e compreender sua dieta, é muito importante para o controle da doença e é fortemente influenciada pela equipe que assiste este paciente e pela família. Mães e pais não devem assumir o controle da doença de seus filhos, precisam oferecer-lhes condições e suporte para que eles o façam. Progressivamente, as crianças e os adolescentes vão assumindo a responsabilidade de aplicar a insulina e de calcular a dose de insulina correspondente a cada refeição, de acordo com o volume de carboidratos ingeridos.

Como deve ser o cardápio familiar?

No dia-a-dia de uma família que tem um filho diabético, as refeições devem ser básicas e bem balanceadas. A mesa deve ser posta com o objetivo de atender a todos, de maneira saudável e sem exageros. Não devem ser servidos doces durante a semana e as sobremesas devem ser porções de frutas ou sobremesas diet sem açúcar. Isso vale também para os não diabéticos. Não há como manter o peso de adultos que comem doces todos os dias, não há como controlar o diabetes de uma criança, onde os carboidratos simples – aqueles de absorção rápida ou contendo açúcar – são consumidos com regularidade.

Hoje, a indústria de alimentos oferece muitas opções para diabéticos e a nutrição desses pacientes passou a ser muito mais fácil. A família precisa aprender a ler os rótulos dos alimentos, entender de calorias e passar isso para as crianças sem drama, sem complexidade ou pesar. A atitude de alguns pais, muitas vezes, dificulta o tratamento das crianças diabéticas. Há um misto de pena, medo, desconhecimento e resistência às mudanças. Sim, porque também eles, os pais, terão que mudar seus hábitos e esta é a parte mais difícil do tratamento de crianças diabéticas. Médicos endocrinologistas e pediatras, nutricionistas, enfermeiros, psicólogos e educadores em diabetes devem estar preparados para trabalhar em conjunto, principalmente em equipe, para alcançar o equilíbrio tão importante entre assumir a doença, entendê-la e ser feliz apesar dela.

Que dificuldade haveria para uma criança diabética tomar um delicioso café da manhã? Nenhuma, principalmente porque ela pode comer pães, geléias, frutas, leite, iogurtes, queijos, embutidos, cereais matinais. A maior dificuldade no café da manhã é a compreensão das famílias de que a criança saudável e, principalmente, a diabética não pode sair de casa, pela manhã, sem tomar o café da manhã. De acordo com o volume de carboidrato ingerido nessa refeição, a dose de insulina de ação ultra rápida garante a normalidade das glicemias após a alimentação. O café da manhã vai assegurar um bom desempenho escolar e a prevenção de hipoglicemias, que tanto dificulta a vida dos diabéticos.

O que comer na escola?

Na escola há uma real dificuldade. A criança faz suas escolhas longe dos pais. Isso pode exemplificar a importância da conscientização dos pequenos sobre sua doença e a glicemia realizada antes do almoço, quando a criança volta para casa, pode nos dar a real interferência do lanche escolar sobre o controle metabólico e pode nos informar sobre o tipo e a quantidade de alimento ingerido nessa refeição. Muitas vezes, é importante ajudar a criança fazer opções saudáveis em relação aos lanches e checar com ela quanto de carboidrato vem embutido neles.

No almoço e jantar, a criança diabética pode consumir praticamente tudo o que a família consome. O problema é ter alguém – que entenda de alimentação saudável – para preparar o almoço e o jantar. Saudável não significa uma comida sem graça e monótona. Pode haver arroz, feijão, todos os tipos de carne, verduras e legumes. Crianças, de uma maneira geral, comem poucas verduras e legumes porque não têm a chance de estabelecer um vínculo com esse tipo de alimento. É claro quem entre batata frita ou hambúrguer, não há chances para alimentos menos palatáveis. Precisamos ser versáteis no preparo, precisamos usar a fome das crianças para que elas comam corretamente e para isso devemos abolir os beliscos antes das refeições.

Doces e guloseimas ainda são um problema no controle metabólico das crianças diabéticas. Entretanto, contamos com muitas possibilidades, hoje em dia. Elas têm os refrigerantes diet e light, os sorvetes sem açúcar, gelatinas e chocolates diets, biscoitos e balas com pouco ou nenhum tipo de carboidrato. O cuidado em relação ao consumo de doces deve vir pela compreensão da criança que quando ingeridos em grandes volumes, estes alimentos podem elevar a glicemia e adicionar muitas calorias à dieta.

O controle do diabetes está relacionado com a tecnologia, que avança no desenvolvimento de insulinas e bombas de infusão, cada vez ,mais práticas e precisas. Precisamos passar para as crianças e os adolescentes conhecimento suficiente para que eles possam se beneficiar de toda a evolução tecnológica. É preciso disposição e boa vontade para ensiná-los a viver bem e serem felizes, apesar do diabetes.




sexta-feira, 9 de março de 2012

Lancheira escolar X iintoxicação alimentar

Alimentos perecíveis na lancheira podem provocar intoxicação alimentar


Evitar frios, cozidos e sucos caseiros assegura a saúde das crianças, ensina o especialista em higiene dos alimentos Dr. Roberto Figueiredo.
Com a volta às aulas, uma velha pergunta entra em cena: o que colocar na lancheira das crianças para que elas fiquem bem alimentadas e, ao mesmo tempo, não corram riscos de intoxicações alimentares?
"Essa é uma pergunta realmente intrigante para a maioria dos pais que se preocupam mais com o acompanhamento da alimentação do filho." [2]
Segundo o especialista em higiene dos alimentos, biomédico Roberto Figueiredo (o Dr. Bactéria do programa Fantástico), os lanches preparados em casa sem os cuidados necessários podem ocasionar sintomas desagradáveis, como diarréia, vômito, febre e até paralisação respiratória, cardíaca e mental.
“O ideal é oferecer apenas produtos não-perecíveis, como frutas, biscoitos, legumes secos, pães e geléias”[1], explica. Os sanduíches devem ser preparados momentos antes da criança sair para a escola e somente com defumados, como salame e queijo provolone – que podem ser mantidos fora da geladeira. “Complementos como alface, catchup, mostarda e maionese comercial também estão liberados”[1], garante o biomédico.
As restrições estão nos frios, como presuntos e queijos em geral (inclusive requeijão), bolos recheados, ovos, carnes, aves, pescados e legumes cozidos. “Estes alimentos não podem ser mantidos fora de refrigeração por mais de duas horas e devem ficar abaixo de 7° C, o que é inviável em uma lancheira”[1], alerta Figueiredo. As mães devem, ainda, evitar os achocolatados e sucos caseiros, preferindo apenas os de embalagens tipo Pet.
"Isso aumenta a ingestão de produtos industrializados, que contém conservantes, alto teor de sódio, pouco valor nutricional e biológico, como o refrigerante."[2]
Outro cuidado se refere à limpeza das frutas, já que a higienização inadequada pode provocar Hepatite A. “A dica é lavá-las com água corrente e utilizar uma escovinha para remover bactérias, vírus e resíduos de agrotóxicos. Além disso, não se deve usar sabão ou detergente e as frutas devem estar refrigeradas antes da lavagem”[1], completa o especialista.
De acordo com a Nutricionista Flávia Shwartzman cerca de 20% da alimentação de crianças em idade escolar é proveniente dos lanches feitos por ela ao longo do dia, por isso a importância da introdução de lanches saudáveis desde a primeira etapa de escola do seu filho. O costume de comer alimentos saudáveis vem da mesa de casa, portanto, conclui-se que, se em uma casa a alimentação não é balanceada e tem uma dieta rica em comidas não saudáveis a criança reflete isso na escolha do que comer/ e o que come na escola. Há também um pensamento lógico sobre a escolha dos alimentos pelas crianças, que se elas não podem escolher obrigatoriamente vão fazer "birra" para não comer, até ganhar o que quer; para que isso não ocorra, manter uma linha de comunicação com seu filho e ajudá-lo a escolher o que comprar para lanchar, além de incentivar a participação dele na preparação do lanche, é essencial para que a criança crie um vínculo afetivo com a comida e assim goste de comer aquilo que lhe é oferecido, que no caso é o lanche de casa, preparado pela mãe, com maior controle de alimentos saudáveis. Isso também é importante pois a criança não crie o hábito de trocar lanches que ela não gosta com um coleguinha.
Sobre o Dr. Roberto Figueiredo
O biomédico e consultor Roberto Martins Figueiredo, uma das principais autoridades brasileiras em saúde pública e um dos maiores especialistas em higiene de alimentos, é especializado em Saúde Pública e em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e em Engenharia da Qualidade (Controle de Processos e Auditorias) pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente, Figueiredo apresenta quinzenalmente o quadro “Tá Limpo”, no Fantástico, programa da Rede Globo.
Alimentos que podem ou não podem fazer parte da lancheira do seu filho:

Pode
Não Pode
Frutas
Ovos
Biscoitos
Carnes, aves e pescados
Pães
Requeijão
Geléias
Maionese ou molhos caseiros
Sanduíches com defumados (provolone e salame, por exemplo)
Lanches com queijos em geral e presunto
Legumes secos e alface
Legumes cozidos
Produtos não-perecíveis (como catchup, mostarda e maionese comercial)
Qualquer tipo de produto perecível
Achocolatados e sucos de embalagem tipo Pet
Sucos, vitaminas ou achocolatados caseiros
Bolos caseiros (como pão-de-ló ou industrializados sem recheio)
Bolos com cremes ou qualquer tipo de recheio



[1] Dr. Roberto Figueiredo
[2] Nutricionista Flávia Shwartzman


Fonte: blog

sexta-feira, 2 de março de 2012

Sindicato dos Nutricionistas do RJ X Mc Donald's

Sindicato dos nutricionistas- RJ

O MC DIA "IN"FELIZ DO MINISTÉRIO DA SAÚDE

 



Na idade média, quando um Senhor Feudal queria expandir seu domínio, ele invadia outra região, matava os habitantes e se apropriava das terras e benfeitorias. Contudo, isso era pecado e para não ir ao inferno ele dividia com o Clero suas novas riquezas. Tudo então era perdoado e ele voltaria ao reino dos Céus.
Por incrível que pareça, essa prática milenar, ainda acontece no Brasil de forma figurada, vejamos
Uma empresa agride a sociedade, adoecendo pessoas (mesmo que lentamente), e ao mesmo tempo, pode garantir sua ida para o céu através de projetos "sociais", campanhas emotivas ou mesmo se associando ao governo. Oferece uma pequena parte dos seus lucros (geralmente deduzidos do imposto devido) em prol de um projeto ou de uma ação que os tornem melhor vistos pela sociedade. Com isso, eles diminuem as pressões da sociedade e de setores do Estado sobre os malefícios causados por seus produtos.
De que estamos falando?
A OMS, há poucos anos lançou uma campanha mundial de combate a obesidade, principalmente infantil, devido a estreita relação deste problema com a maior incidência de diversos tipos de cânceres. Nós, profissionais da saúde, sabemos que a indústria de alimentos infantis, com toda sua propaganda, contribui enormemente para o aumento dessa obesidade. Os palhaçinhos e brinquedos comprados quando levamos nossos filhos para beber refrigerante, comer hambúrguer e batata-frita, garantem um público fiel, formando gerações de "desnutridos obesos" por muitas décadas. Reverter um dia de "lucro" para a instituição de tratamento do câncer, vendendo o hambúrguer que causa obesidade, já não era o bastante. Precisavam de outras estratégias para garantir sua boa imagem junto à sociedade. Tiveram a brilhante ideia: se o governo, através do Ministério da Saúde, chancelar uma ação "bondosa", eles ficariam bem vistos.
Não irão mais para o inferno. Garantiriam a ida para o Céu, em primeira classe. Logo, o representante do Mc Donald’s na América Latina selou acordo de mãos dadas e fotos públicas com o alto escalão do Ministério da Saúde (coisa para poucos).
Agora eles terão em suas toalhas a logomarca do Ministério da "Saúde". Saudável! Deduzirá este público consumidor seduzido.
Brilhante!
Logicamente isso enfraquece, e muito, a luta de diversos setores da sociedade e profissionais de saúde do próprio Ministério que gostariam de colocar um freio nos males causados pela hiperexposição das propagandas de alimentos infantis, pela falta de normatização e regulamentação da venda destes produtos.
Agora as crianças poderão ler os nutrientes que as prejudicarão no futuro enquanto comem. Ufa, nós nutricionistas, todos os profissionais de saúde e a sociedade estamos mais tranquilos.
Corre o risco dos consumidores confundirem o em questão: Mc Donald’s ou Ministério?


O SINDICATO DOS NUTRICIONISTAS – RJ EXIGE A IMEDIATA DESVINCULAÇÃO DAS MARCAS, PROGRAMAS E
IMAGENS DO MINISTÉRIO DA SAÚDE DO BRASIL NAS CAMPANHAS DA EMPRESA MC DONALD’S.
NÃO ACEITAMOS QUE GRANDES GRUPOS ECÔNOMICOS DITEM AS REGRAS DA SAÚDE NO BRASIL
VISITE: assuntos e vídeos correlatos.:

http://www.youtube.com/watch?v=lXFmvcbG-Ls
http://www.youtube.com/watch?v=QJHnQ1aght0
http://www.youtube.com/watch?v=VxXB5U33VZI
 
Fonte: SINERJ


Publicado no site : http://www.dicasdenutricao.com/2012/03/campanhas-do-mc-donalds-alerta.html

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Cuidado com o lanche das crianças


Meu Lanchinho: evite todos os dias

Produto é prático, mas recreio das crianças deve ter cardápio variado e incluir frutas e sucos.

A Good Soy lançou para a garotada a linha Meu Lanchinho Looney Tunes, composta de pão de mel, cookies e snacks. Com embalagens práticas e fáceis de carregar, os alimentos não possuem glúten, lactose ou caseína em sua composição, conforme informação da fabricante.
Limão e nada
Na análise de rotulagem dos cookies sabor chocolate com frutas vermelhas, verificamos que eles são denominados “cookies integrais de soja” e ainda trazem a informação de que a soja utilizada na elaboração do produto não é transgênica.
Crianças a partir de 1 ano podem consumir o produto
Feito à base de farinha de arroz e farinha integral de soja com adição de proteína de soja, o produto pode ser consumido por crianças a partir de 1 ano de idade, como um lanche entre as refeições, segundo informação nutricional do rótulo.
Ainda assim, NÃO RECOMENDAMOS o consumo diário desses alimentos. O ideal é oferecer para a criança um cardápio variado, incluindo também frutas e sucos. Confira a seguir a tabela com o índice dos macros nutrientes por faixa etária.

NutrienteDe 1 a 3 anosDe 4 a 6 anos
% VD porção% VC pacote% VD porção%VD pacote
Energia (Kcal)714510
Carboidratos (g)714510
Proteínas (g)1223816
Gordura total (g)714510
Gordura saturada (g)2413
Fibra alimentar (g)14291020
Sódio (mg)2312

% VD = Percentual do valor diário recomendado para consumo

A linha é composta ainda por snacks de soja sabor chocolate, bacon, requeijão e pizza, mas estes não foram analisados. O pacote com 33 g custa R$ 2,79 (preço de referência, coletado em janeiro de 2012, na cidade do Rio de Janeiro).

Fonte: http://www.proteste.org.br/alimentos/meu-lanchinho-evite-todos-os-dias-s568171.htm

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Cara feia pra mim é fome...


Por que ficamos bravos quando temos fome?
“Cara feia, para mim, é fome”. Taí um dito popular que a ciência apoia – e pode explicar. Tem muita gente que é um doce, mas se transforma quando está com o estômago vazio. Por que isso acontece?

Uma pesquisa da Universidade de Cambridge publicada este ano descobriu que isso pode estar relacionado às flutuações dos níveis de serotonina no cérebro, coisa que ocorre frequentemente quando você está estressado ou sem comer. A serotonina é um neurotransmissor – molécula que atua na comunicação entre os neurônios – e é importante para ajudar a regular o nosso comportamento. A falta dela afeta fortemente as regiões cerebrais responsáveis por controlar a raiva.

Para o estudo, voluntários saudáveis tiveram seu nível de serotonina alterado pela manipulação de sua dieta. Então os pesquisadores usaram ressonância magnética funcional (fMRI) para mapear e medir sua atividade cerebral enquanto eles viam rostos com expressões de raiva, tristeza e neutra.

A pesquisa revelou que baixos níveis de serotonina provocaram comunicações mais fracas entre regiões específicas do sistema límbico emocional do cérebro (uma estrutura chamada amígdala) e os lobos frontais. Isso sugere que, quando os níveis de serotonina estão baixos, pode ser mais difícil para o córtex pré-frontal controlar as respostas emocionais para a raiva geradas dentro da amígdala.

Então, se você está há um tempo sem comer (e, por isso, com níveis mais baixos de serotonina), vai realmente se irritar por qualquer coisa, pois seu cérebro perde parte de sua capacidade de controlar a raiva. E o estudo mostrou ainda que o problema é mais grave em pessoas que já possuíam uma predisposição ao comportamento agressivo. Portanto, nunca deixe aquele seu amigo esquentadinho esperar muito tempo pra comer.

Fonte: Super
Edição: C.P