Deise Dantas Barcellos - Personal Diet - RJ

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terça-feira, 26 de maio de 2015

Por que a insulina engorda?


A insulina é um hormônio produzido pelo corpo humano para controlar o uso, o armazenamento e a distribuição de energia. A principal fonte de energia do nosso corpo é a glicose, seja ela retirada dos alimentos ou das próprias reservas do corpo, quando na falta do primeiro.
Quem come muito açúcar – seja a tradicional sacarose (açúcar branco) ou outras formas de açúcar como amido, frutose e lactose – está jogando no sangue altas doses de glicose. Isso lhe dá níveis elevados de energia? Não. O corpo usa apenas o que precisa e estoca o restante como reserva. Em forma de gordura!
Quando o nível de açúcar no sangue sobe, o pâncreas libera a insulina, que converte a glicose em glicogênio (ou seja, torna-a disponível para o corpo usá-la como energia).
Se as reservas de glicogênio já estão cheias e você consome mais glicose, adivinha o que acontece? A insulina converte todo o excesso em tecido gorduroso (triglicerídeo). É por isso que alguns chamam a insulina de “hormônio produtor de gordura”, embora ela esteja apenas fazendo o trabalho dela, enquanto você é que está errando consumindo muito mais açúcar do que precisa.
O problema todo está na dieta que a maioria das pessoas leva. Os carboidratos deveriam vir de fontes como verduras, legumes, frutas e grãos integrais. Mas o que é que nós comemos? Açúcar branco, farinha de trigo refinada, biscoito, bolacha, chocolate, doces diversos. É muito mais açúcar do que o corpo foi programado para receber.
Mude seus hábitos alimentares. Substitua pão branco por pão integral, arroz branco por arroz integral, macarrão branco por macarrão integral, farinha de trigo por farelo de soja, refrigerantes normais pelos sem açúcar. Vá reduzindo até banir de seu cardápio vilões como o açúcar branco, os doces, bolachas, bolos e demais alimentos produzidos com farinha de trigo refinada. O seu corpo agradece.
Fonte: eu me sinto bem

sábado, 16 de maio de 2015

Cocção de ovos


No Laboratório de Técnica Dietética da FSP/USP, foi realizado o experimento de
 cocção de ovos, a fim de verificar o ponto de cocção da gema e avaliar a formação
do anel verde formado ao redor da gema.
O tempo de cozimento determina o grau de coagulação da clara e da gema, o que 
também depende da temperatura, que por sua vez está relacionado com a altitude
 local. O experimento foi realizado na cidade de São Paulo.

Os ovos utilizados foram inicialmente deixados à temperatura ambiente (se forem colocados gelados na água em ebulição pode ocorrer diferença de pressão, 
ocasionando a ruptura da casca).

Foram então cozidos com diferentes tempos de cocção, com e sem resfriamento 
imediato.

O experimento foi realizado colocando-se 4 xícaras (chá) de água no fervedor e 
levando-se ao fogo para ebulição. Após o início da fervura, manteve-se o fogo 
baixo a fim de evitar choques no ovo.

Colocou-se o ovo na água e marcou-se o tempo. O ovo foi então retirado da água e resfriado sob água corrente (nos casos em que houve o resfriamento).

Foram testados diferentes tempos de cocção: 4, 8, 10, 12, 15 e 20 minutos.

Para verificar o ponto de cozimento da gema foi realizada a cocção nos tempos 
4, 8, 10, 12, 15 e 20 minutos. Nos tempos 10 e 12 minutos o teste também foi 
realizado sem resfriamento, a fim de verificar se há diferença.

Para verificar a formação do anel verde ao redor da gema foi realizada a cocção nos tempos 12, 15, 20 e 30 minutos. Nos tempos de 12 e 15 minutos o teste também foi realizado com resfriamento, também para verificar se há diferença.


 Efeitos do tempo de cocção e presença ou ausência de resfriamento
 na cocção de ovos

Figura 1 abaixo ilustra o efeito gema dos diferentes tempos de cocção 
sobre a gema. Em todos os casos houve o resfriamento imediato após o 
tempo de cozimento.

  


 Figura 1: Efeito dos diferentes tempos de cocção sobre a gema.


Tabela 1 demonstra os resultados obtidos:

Tabela 1. Efeitos sobre o cozimento da gema, nos diferentes tempos de cocção.
  




Comparação entre a presença ou ausência de resfriamento

As Figuras 2 e 3 demonstram o efeito do resfriamento no ponto de cozimento 
da gema:

Figura 2: Efeito da presença ou ausência de resfriamento no tempo de cocção 
de 10 minutos.
Aos 10 minutos com resfriamento o cozimento da gema ainda não está completo. 
Já sem o resfriamento, como a cocção não foi interrompida, o cozimento 
se completa.





Figura 3. Efeito da presença ou ausência de resfriamento no tempo de cocção 
de 12 minutos.

Aos 12 minutos com resfriamento a clara está firme porém macia e a gema já completamente cozida e cremosa. Aos 12 minutos sem resfriamento há o início 
da formação do anel verde entre a clara e a gema, conforme mostra a
 Figura 3. Com o resfriamento imediato do ovo isso não ocorre.

Efeito do tempo de cocção sobre a formação do anel verde

As Figuras 4, 5, 6 e 7 mostram a presença e a intensidade de formação do anel 
verde no ovo.




Figura 4. Aos 12 minutos inicia-se a formação do anel verde, sendo que com o resfriamento a reação de formação do mesmo cessou. Sem o resfriamento, a 
intensidade de formação do anel foi maior, uma vez que o cozimento continuou.


 Figura 5. Com 15 minutos a presença do anel também é maior no experimento
 em que não houve resfriamento e a cor é ainda mais intensa do que aos 
12 minutos de cozimento.


 

Figura 6. Aos 20 minutos de cozimento a intensidade da cor do anel é ainda 
mais escura.


 

 Figura 7. Com 30 minutos de cocção a intensidade do anel é ainda maior.

O experimento mostrou que o ovo que apresentou melhores características 
sensoriais (cor, aroma e textura) com segurança microbiológica foi o cozido 
por 12 minutos seguido de resfriamento. Pode-se verificar que quanto maior 
o tempo de cocção, maior é a formação do anel verde. Sem o resfriamento a 
intensidade de formação também é maior, pois o ovo ainda continua a cocção 
mesmo após ser retirado do fogo. A partir de 20 minutos de cozimento pode haver 
também a liberação de odores fortes.

Na Técnica Dietética os ovos cozidos podem ser utilizados para a decoração de 
pratos, sendo colocados nas preparações tanto inteiros quanto picados de 
diferentes formas.
Também deve-se observar a preparação na qual serão utilizado – se a cocção 
será interrompida (como em saladas, por exemplo) ou não (como em sopas). Logo, 
nesses casos onde o cozimento deve cessar, é muito importante observar o 
tempo de cocção correto dos ovos, tanto para evitar a formação do anel verde
entre a clara e a gema quanto para garantir a destruição das bactérias patogênicas.


Bibliografia:
Araújo, W. M. C.; Montebello, N. P.; Botelho, R. B. A.; Borgo, L. A. Alquimia 
dos alimentos – 2ª edição. Editora SENAC – 2011. Brasília – DF.


Philippi, S. T. Nutrição e Técnica Dietética – 2ª edição. Manole – 2006. Barueri, SP. 


site:http://dietecnica.blogspot.com.br/