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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Novidades para os diabéticos

Uma vida melhor para os diabéticos

Isso será possível graças às novidades que acabam de chegar ao Brasil - e às que estão por vir. Entre elas estão remédios que controlam a glicemia, emagrecem e ajudam a baixar a pressão arterial e uma insulina com efeito de até 40 horas


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 Acompanhe uma entrevista com o endocrinologista Walmir Coutin
Um robusto conjunto de novidades que começam a chegar ao Brasil irá mudar para muito melhor a vida dos 12 milhões de diabéticos do País. Entre elas estão remédios que controlam a doença, ajudam a perder peso e ainda contribuem para baixar a pressão arterial, a primeira insulina com ação de até 40 horas e aparelhos que permitem acompanhar a evolução da enfermidade com maior precisão. Somados aos outros avanços que estão por vir, esses recursos representam a maior virada até agora na luta contra a doença. “Estamos vivendo uma era de ouro em relação ao tratamento da diabetes”, afirma o endocrinologista Walter Minicucci, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes. “E o panorama do futuro também é bastante promissor”, acredita.
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A diabetes é uma doença crônica que se tornou um dos maiores problemas de saúde pública mundial. Caracterizada pelo excesso de glicose na corrente sanguínea, a enfermidade traz prejuízos terríveis quando não controlada. Está, por exemplo, diretamente associada ao aumento do risco de eventos cardiovasculares, como o infarto e o acidente vascular cerebral, e figura como uma das principais causas de cegueira no mundo. Por isso, a urgência em se encontrar maneiras mais eficazes de combatê-la, antes que seja tarde demais.
Felizmente, algumas dessas estratégias começaram a desembarcar no País nas últimas semanas. Na segunda-feira 17, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou para comercialização no Brasil a primeira insulina com efeito de até 40 horas. Trata-se da Tresiba (degludeca), fabricada pelo laboratório Novo Nordisk. A insulina é o hormônio que permite a entrada, nas células, da glicose que está circulando no sangue. Quando há algum problema na sua fabricação ou no seu funcionamento, há o acúmulo de açúcar na corrente sanguínea que tanto estraga o organismo. Os portadores do tipo 1 da doença não conseguem fabricar insulina, já que as células que a produzem são destruídas pelo próprio corpo. Por essa razão, são obrigados a recorrer a uma solução externa: injeções diárias de insulina – às vezes mais de uma – para conseguir manter o nível adequado de glicose.
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Até hoje, o tempo mais longo de efeito de uma insulina injetável era de 24 horas. Ou seja, o paciente não podia ficar mais de um dia sem reaplicar o remédio, sob risco de sofrer novamente com o excesso de açúcar no sangue. Com a Tresiba, ganha um tempo extra de janela, caso seja necessário. “Recomendamos que os pacientes tomem uma dose por dia, mas os benefícios da insulina se mantêm por até 40 horas”, explica a endocrinologista Mariana Narbot, gerente médica do Novo Nordisk no Brasil. Isso significa que o diabético terá maior flexibilidade para os intervalos entre as aplicações. Se tomou uma dose às dez da manhã de um dia, não precisará injetar a próxima dose impreterivelmente às dez da manhã do dia seguinte. “Ele ficará com uma melhor qualidade de vida”, diz Mariana.
Espera-se também para os próximos meses a entrada no mercado das duas primeiras medicações que atuam nos rins – o Forxiga, do Laboratório AstraZeneca, e o Invokana, da Janssen. Os órgãos têm papel importante para o equilíbrio das taxas de glicose no sangue, ao permitirem a reabsorção de parte do açúcar por eles filtrada. A nova classe de drogas – de uso oral – impede justamente esse processo. O resultado é que o açúcar é eliminado pela urina, assim como o sódio. “Há uma queda importante na concentração de glicose”, explica o endocrinologista Walmir Coutinho, presidente eleito da Associação Internacional para o Estudo da Obesidade.
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Na conta final, o paciente acaba com a glicemia controlada e ainda pode sofrer perda de peso e queda na pressão arterial. Em estudos realizados com o Forxiga, por exemplo, a média de perda de peso, após um ano de uso, foi de três a quatro quilos. E houve diminuição de cinco milímetros de mercúrio na pressão arterial sistólica (máxima). Por exemplo, um indivíduo cuja pressão era de 150 mmHg x 80 mmHg pode ter experimentado uma diminuição para 145 mmHg x 80 mmHg. “São vantagens importantíssimas em se tratando de diabéticos, já que a combinação da doença com obesidade e hipertensão arterial é algo perigoso, elevando brutalmente o risco para doenças cardiovasculares”, diz o endocrinologista João Eduardo Nunes Salles, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. O efeito colateral mais importante observado foi infecção genital causada por fungos (a eliminação de muito açúcar pela urina muda a flora bacteriana da região, deixando a área mais propensa à ­proliferação desses micro-organismos). O Laboratório Pfizer também está desenvolvendo uma droga do gênero (ertugliflozin), sob análise em estudo clínico.
Essas medicações reforçam um arsenal já encorpado depois da chegada de remédios que atuam sobre as incretinas, hormônios produzidos pelo intestino e que desempenham papel importante para o equilíbrio dos níveis glicêmicos. “Eles são muito eficientes”, assegura a endocrinologista Maria Fernanda Barca, de São Paulo. A médica Sophia Caldas, 27 anos, faz uso do remédio e está conseguindo controlar a doença. “Também parei de comer pão, macarrão e doce. E meço a glicose todos os dias”, conta.
O monitoramento da doença será outro aspecto ainda mais facilitado.  Deve chegar nos próximos meses ao Brasil uma nova geração de monitores de glicemia. Fabricado pela Sanofi Diabetes em parceria com a Agamatrix, o IBGStar ™ é capaz, por exemplo, de medir as taxas de açúcar, enviar as informações para iPhone ou iPod Touch e  compartilhar os dados com médicos e familiares. O paciente pode criar uma espécie de diário digital da evolução do tratamento, armazenando informações sobre as oscilações nos níveis glicêmicos, entre outras.
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Para aqueles que usam bombas de insulina (infundem o hormônio), a novidade é a chegada do sistema de infusão Paradigm VEO, da Medtronic. É o mais moderno do gênero. Seu diferencial é sua capacidade de interromper o fornecimento de insulina caso os níveis de açúcar no sangue atinjam patamares perigosamente baixos. Trata-se de uma medida de segurança, para evitar que o indivíduo continue a receber insulina mesmo quando não for necessário, correndo o risco de sofrer uma crise de hipoglicemia (falta de glicose na corrente sanguínea). O aparelho acabou de receber autorização da Anvisa para ser vendido no Brasil.
Na Universidade de São Paulo, prossegue uma experiência usando células-tronco para tratar o tipo 1 da enfermidade. O raciocínio é simples. Como esse gênero da doença é causado pelo ataque do sistema de defesa do corpo às células fabricantes de insulina, a ideia é criar um novo sistema imunológico, desta vez sem o defeito que o leva a atacar o próprio organismo. Para isso, primeiro células-tronco são extraídas da medula óssea dos pacientes – é na medula óssea que são fabricadas as células do sistema imunológico. Essas células-tronco, com potencial para dar origem a novas células de defesa, são preservadas. Em seguida, o paciente é submetido a uma quimioterapia intensa, destinada a destruir toda a medula ­defeituosa. Depois, as células-tronco que haviam sido guardadas são reinjetadas, formando uma nova medula óssea. Até agora, 25 diabéticos foram submetidos ao procedimento. Três estão livres da dependência de insulina.
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O estudante de medicina Renato Fernandes Silveira, 25 anos, de São Paulo, não toma mais o remédio há nove anos. “Levo uma vida normal”, conta. “Controlo a ingestão de carboidratos e me exercito. Nunca mais usei insulina.” Neste momento, os pesquisadores se dedicam a entender por que participantes que também haviam interrompido o uso do hormônio foram obrigados a voltar a injetá-lo. “Quatro pacientes já integram essa nova pesquisa. O estudo será realizado em colaboração com cientistas americanos e franceses”, informa o endocrinologista Carlos ­Eduardo Couri, coordenador da Equipe de Transplante de Células-Tronco do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, campus de Ribeirão Preto (SP).
Uma ajuda extra está disponível para diabéticos que necessitem da colocação de stent (dispositivo que desobstrui as artérias coronarianas, que irrigam o coração). Um desses stents, fabricado pela Medtronic, recebeu indicação para ser usado por portadores da doença. Normalmente, eles apresentam vasos sanguíneos com calibre reduzido, tortuosos, calcificados. E esse stent é mais fácil de ser colocado nessas condições. Dessa maneira, a artéria é menos agredida durante a colocação do dispositivo. Isso reduz a possibilidade de ocorrer hiperproliferação das células que revestem o vaso, processo que pode levar a uma reobstrução do local. “Avaliações bem documentadas fundamentaram a liberação e a indicação para que esses stents sejam usados em diabéticos”, afirma o médico Décio Salvadori, chefe de equipe do Hospital Beneficência Portuguesa, de São Paulo. O advogado paulistano Nicola Abisati teve um desses stents implantados. Está recuperado e já voltou à rotina de trabalho.
O futuro também promete boas estratégias. Nos laboratórios ao redor do mundo estão sendo desenvolvidos diversos recursos promissores. Um deles é o chamado pâncreas artificial. Em linhas gerais, é um sistema bem parecido com os aparelhos de infusão de insulina disponíveis atualmente. Mas o pâncreas artificial seria implantado no abdome, ao contrário das bombas de insulina. Ele também é dotado de um esquema inteligente de medição de glicemia e interrompimento do fornecimento de insulina quando necessário. Na Inglaterra, o grupo de Joan Taylor, da De Montfort University, está testando um equipamento do gênero.  “Ele poderá ajudar principalmente os pacientes com o tipo 1 da doença”, disse a pesquisadora à ISTOÉ.
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Uma estratégia igualmente interessante em estudo são as vacinas contra o tipo 1 da enfermidade. Há duas linhas de trabalho. A primeira é a adotada pelos cientistas da Universidade de Standford, nos Estados Unidos. Eles já testaram em 80 pacientes um imunizante que impediu o ataque de um tipo de célula do sistema de defesa às células fabricantes de insulina. “Agora vamos expandir os testes, desta vez com 200 indivíduos”, disse à ISTOÉ Lawrence Steinman, coordenador do trabalho. A segunda aposta vem sendo pesquisada na Universidade de Tampere, na Finlândia. Lá, os pesquisadores querem criar uma vacina contra vírus (enterovírus) associados ao desencadeamento da enfermidade, de acordo com estudos. Um protótipo de imunizante já foi testado em cobaias. “Sabemos que foi efetivo em ratos”, disse o pesquisador Heikki Hyöty, líder da experiência.
Em outra linha de frente estão os pesquisadores que procuram maneiras mais eficazes de prevenir a doença, especialmente o tipo 2. Estudos recentes apontaram, por exemplo, indivíduos com mais risco para a enfermidade. O trabalho executado na Universidade de Groningen, na Noruega, identificou que pessoas com depressão e distúrbios de compulsão alimentar estão nesse grupo. “Os médicos devem ficar atentos a isso”, disse à ISTOÉ Peter de Jonge, coordenador do trabalho. Já os pesquisadores da Universidade Johns Hopkins (Eua) concluíram que também estão sob maior ameaça bebês prematuros. Isso acontece porque, na infância, eles tendem a produzir muita insulina. Depois, na idade adulta, as células podem desenvolver resistência à atuação do hormônio, desencadeando a diabetes tipo 2.
Cientistas da Universidade de Tel Aviv, em Israel, estão dando uma contribuição igualmente importante nessa seara. Eles verificaram que um teste já disponível, o HbA1c, também serve para indicar a chance de uma pessoa desenvolver o tipo 2 da enfermidade entre os cinco e oito anos seguintes. Hoje, o exame é usado para dar uma medida das oscilações de glicemia em períodos prolongados. Por isso, é considerado um dos melhores indicadores de como a doença está sendo manejada. “Mas descobrimos que ele também aponta o risco futuro de ter o problema”, informou à ISTOÉ Nataly Lerner, responsável pela pesquisa. “Ele é indicado principalmente para pessoas com sobrepeso, sedentárias ou com pressão arterial elevada.”

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Fonte: Revista Isto é

domingo, 17 de novembro de 2013

Iogurte grego

Iogurte grego com mais gordura do que o tradicional        


Iogurte grego com mais gordura do que o tradicional Mais caro do que as versões clássicas, o iogurte grego apresenta também doses suplementares de gordura.
 
O iogurte grego é uma tentação para os apreciadores de texturas cremosas. O reverso da medalha é o seu valor calórico, que aconselha moderação no consumo. Analisámos 11 iogurtes gregos naturais e comparámo-los com os clássicos. Os números são esclarecedores: os iogurtes gregos naturais têm cerca de 2,5 vezes mais calorias do que um iogurte natural e o grego açucarado cerca de 1,5 vezes mais calorias face ao natural açucarado.
Para quem se preocupa com a silhueta, ou deseje reduzir na gordura saturada, o melhor é optar pela versão 0%, sem gordura, ou pelos iogurtes clássicos. Se, mesmo assim, não prescindir do iogurte grego, o melhor é consumir com moderação.
O iogurte grego apresenta-se com vários sabores, com adição ou não de açúcar e os “0%”, referindo-se neste caso à gordura. Verificámos o que o distingue em termos nutricionais dos clássicos. Comparámos o sabor natural na versão normal, açucarada e magra.

Analisámos 11 iogurtes gregos naturais e comparámo-los com os clássicos. No geral, o sabor agrada, mas são caros e mais calóricos.
Analisámos 11 iogurtes gregos naturais e comparámo-los com os clássicos. No geral, o sabor agrada, mas são caros e mais calóricos.
 

O triplo da gordura

Os iogurtes gregos naturais têm, em média, um valor energético de 119 quilocalorias por 100 gramas e os açucarados 143 quilocalorias por 100 gramas. Na mesma relação de valores, um iogurte natural tem 50 e um iogurte natural açucarado, 105. Esta diferença calórica deve-se, sobretudo, ao teor em gordura, muito mais elevada no iogurte grego. No grego natural o valor médio situa-se nos 9,5 gramas por 100 gramas. Já no grego natural açucarado, o valor é de 9 gramas por 100 gramas. Comparando ao iogurte natural clássico, o teor médio foi de 1,5 gramas por 100 gramas e no natural açucarado, de 3,3 gramas por 100 gramas.
Conclusão: o iogurte grego natural tem mais 6,3 gramas de gordura face ao iogurte natural e o iogurte grego natural açucarado 3 vezes mais de gordura. Trata-se de gordura sobretudo saturada, de origem animal. Os teores de hidratos de carbono entre os dois tipos de iogurte são semelhantes.
Analisamos ainda o iogurte grego Total 0%, da Fage. O teor em gordura é inferior a 0,1 gramas por 100 gramas e o valor calórico de 59 quilocalorias por 100 gramas. A gordura é semelhante a outros iogurtes naturais magros: estes apresentam 0,1 gramas por 100 gramas e 42,5 quilocalorias. O valor calórico mais elevado do grego deve-se à proteína.

Iogurte grego Total 0%, da Fage, com menos gordura e calorias, mas com textura menos cremosa.
Iogurte grego Total 0%, da Fage, com menos gordura e calorias, mas com textura menos cremosa.

Iogurte com textura de creme

Realizámos ainda uma prova organoléptica. Os iogurtes distinguiram-se sobretudo pela textura cremosa, característica que se deve às natas que entram na sua composição. O Iogurte Grego Total 0%, da Fage, sem natas, obteve uma classificação mais baixa, dado ter sido penalizado pela falta de cremosidade.
Os iogurtes gregos, normais ou açucarados, custam entre 35 e 65 cêntimos por 125 gramas. Um iogurte natural, normal ou açucarado, pode custar cerca de metade: entre 17 e 57 cêntimos. Na versão magra, o iogurte grego 0% analisado custa € 1,07, uma alternativa cara face ao intervalo de 32 a 35 cêntimos de um iogurte magro.

Fonte: PROTESTE

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Entenda os riscos e como funcionam os medicamentos para emagrecer

Bem Estar  explicou como eles agem no organismo.
Endocrinologistas alertaram que não há fórmula mágica para perder peso.

 

Muita gente acredita que os remédios para emagrecer são fórmulas mágicas para perder alguns quilinhos.
Os endocrinologistas Alfredo Halpern e Walmir Coutinho explicaram, porém, que não é bem assim - esses remédios funcionam para pessoas obesas como um complemento a uma mudança de hábitos. Em alguns casos, inclusive, o paciente pode precisar desses medicamentos ao longo de toda a vida, mas como alertou o endocrinologista Alfredo Halpern, eles não chegam a causar dependência.
Segundo o presidente do Conselho Regional de Farmácia Pedro Menegasso, os medicamentos auxiliam no emagrecimento porque diminuem o apetite ou aumentam a sensação de saciedade. Porém, eles só podem ser usados com indicação médica, mesmo porque podem agir de maneira diferente em cada pessoa.
No caso da advogada Liliane Hellmeister Mendes, por exemplo, os medicamentos deram certo e ela perdeu mais de 30 kg.
No entanto, a perda de peso não foi mágica - ela mudou também o estilo de vida, trocou farinha branca por integral, cortou gordura e açúcar da alimentação e acrescentou mais legumes e verduras no dia a dia, como mostrou a reportagem da Natália Ariede (veja no vídeo).
De acordo com o endocrinologista Walmir Coutinho, o caso da Liliane é um exemplo que mostra que o medicamento isolado não faz milagre e não adianta se o paciente não começar uma mudança na rotina. No Brasil, apenas dois desses medicamentos são aprovados pelo Ministério da Saúde - o orlistat e a sibutramina, utilizados para combater a obesidade.
A sibutramina inibe a recaptura da serotonina e aumenta a sensação de saciedade, mas pode ainda aumentar a pressão e os batimentos do coração. Por isso, pessoas com IMC menor de 30, com mais de 65 anos, crianças, adolescentes e com histórico de diabetes tipo 2, hipertensão, colesterol alto, doenças no coração ou transtornos psiquiátricos devem evitar esse medicamento.
Os efeitos colaterais da sibutramina foram os grandes vilões na perda de peso da advogada Tônia Werste, de Porto Alegre. Aos 22 anos, ela recebeu a indicação médica para tomar o medicamento, sabendo das contraindicações (confira no vídeo ao lado).
Depois de 18 kg a menos, Tônia começou a notar algumas mudanças em seu comportamento, como irritação, tristeza sem motivo e impaciência. De acordo com o psiquiatra Alexandre Pinto de Azevedo, a sibutramina pode causar essas alterações de humor e até alterar a percepção da realidade do paciente. A advogada decidiu, então, parar de tomar o remédio e acabou engordando 20 kg. Depois ela fez um tratamento psicológico e agora divide suas experiências em um blog na internet, como mostrou a reportagem do André Azeredo.
Porém, como alertou o endocrinologista Alfredo Halpern, existem casos em que a sibutramina pode ser eficiente na perda de peso. Além dela, há ainda outro remédio aprovado pelo Ministério da Saúde, que é o orlistat, que impede a gordura de ser absorvida pelo corpo, como mostrou o médico.
Há ainda os remédios manipulados, que parecem ser um pouco menos nocivos, mas segundo o endocrinologista Walmir Coutinho, é preciso tomar cuidado com essas fórmulas manipuladas que podem conter substâncias que a pessoa pode nem saber que está tomando.
Por exemplo, em alguns casos, esses medicamentos podem ter colágeno e extrato de planta, substâncias que não têm comprovação que funcionam na perda de peso - por isso, é importante sempre prestar atenção na composição desses produtos.
De acordo com o endocrinologista Alfredo Halpern, existem ainda alguns medicamentos usados para tratar alguma doença, mas que podem também emagrecer. Nesse caso, o médico deve conversar com o paciente e explicar que o efeito principal do remédio não é o emagrecimento e deve assumir a responsabilidade da prescrição médica.
Por último, o endocrinologista Walmir Coutinho falou sobre os shakes, que podem ser tomados porque têm nutrientes importantes e são uma maneira fácil de substituir uma refeição, já que são menos calóricos.
Além disso, eles podem ser uma boa opção de café da manhã para aquelas pessoas que costumam pular essa refeição, além de ajudar nos primeiros dias de mudança de alimentação.

Fonte: Assista aos vídeos na reportagem completa pelo site: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/11/entenda-os-riscos-e-como-funcionam-os-medicamentos-para-emagrecer.html

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Goji Berry

Novidade no Brasil o Goji Berry é consumido pelos orientais a milhares de anos, a fruta apresenta vários benefícios se tornando presente na mesa dos Brasileiros.
A fruta é rica em aminoácidos, vitaminas, minerais, ácido graxo e antioxidantes.
Segundo um trabalho publicado no American Journal of Clinical Nutrition, a fruta possui alta quantidade de vitamina C a cada 100g contem 2g de vitamina C.  Já 100 gramas, ou uma xícara de chá, da versão seca contêm 2500 miligramas da vitamina, quantidade 50 vezes maior que a de uma laranja.
Por possuir esta carga de vitamina C, é que ela ajuda no emagrecimento, pois, de acordo com um estudo da Universidade do Arizona, quando nosso corpo atinge um nível correto de vitamina C (entre 4,6 e 15 mg) ele passa a queimar gordura mais facilmente. Além disso, ela também possui grande quantidade das vitaminas B1, B2 e B6.
goji berry emagrecer
Possui ainda uma substância anti -inflamatória que ajuda a equilibrar os níveis de colesterol e diminui a pressão arterial, regula a taxa de açúcar no sangue.
A fruta ainda possui outros benefícios como: melhora a resposta imunológica, alivia ansiedade e estresse, fornece energia, combate a celulite e flacidez, enrijece os músculos, previne o surgimento de câncer, combate o envelhecimento por ser rica em antioxidantes que combatem os radicais livres deixando sua pele saudável.
Auxilia no emagrecimento, pois tem o poder de acelerar o metabolismo devido à elevada concentração de vitamina C e por ser rica em fibras.
A frutinha possui triptofano, também conhecido como a “substância do bom humor”, porque é precursor da serotonina. Afasta o estresse, controla o sono e o apetite estão entre seus efeitos.
Recomendação diária:
- Em cápsulas dosagem de 400 a 600mg/ dia.
- Fruto desidratado (forma mais recomendada, por conter todas as vitaminas, minerais e antioxidantes), recomendação de 15 a 45g/ dia (entre ½ e 1 copinho de café).
Procure um(a) Nutricionista mais próximo para montar um Plano Alimentar Personalizado

Fonte: Via nutrição

Saiba como o Whey Protein foi parar na berlinda



Whey Protein: veja a lista com os produtos reprovados no teste




O empresário Félix Bonfim deu o sinal de alerta. Dono de uma loja de suplementos em Londrina, Paraná, ele diz que decidiu pagar um laboratório privado para avaliar as principais marcas de Whey Protein do mercado depois de ouvir reclamações de alguns clientes. Segundo ele, a desconfiança se comprovou: dos 27 produtos avaliados, 25 apresentaram valores de proteínas ou carboidratos diferentes dos anunciados na embalagem, uma porcentagem de 92,6%.
- São produtos totalmente adulterados, que contêm porções de proteína menores do que as descritas na embalagem. Um produto com 30g, deveria conter 24g de proteína e, em algumas marcas, oferece apenas três gramas - afirmou Félix.
Vale dizer que a legislação permite uma variação de 20% para mais ou para menos nas quantidades. Ainda assim, das 28 marcas avaliadas, 15 estão fora dos parâmetros legais, o que dá 53% do total, disse o denunciante. E todas são certificadas pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

De posse dos laudos enviados por Félix Bonfim, o Eu Atleta entrou em contato com todas as 17 empresas cujos produtos foram analisados. Nove delas se manifestaram, contestando a forma de análise e negando as irregularidades, ou anunciando a troca dos lotes citados e fornecedores de matéria prima.
Veja abaixo os produtos que apresentaram quantidade de proteína abaixo do descrito em rótulo, e/ou quantidades de carboidrato superior ao escrito na embalagem.
O teste não considerou todas as marcas disponíveis no mercado.
  •  
                                                                                  REPROVADOS NO TESTE
MARCAPRODUTOCARBOIDRATOPROTEÍNAEXPLICAÇÕES
X Pharma SuplementoWhey X Tremeno rótulo: 1,7g / resultado: 22,95gno rótulo: 24g/ no laudo: 3,37gA X-Pharma informa que, devido às divergências apresentadas nos laudos do lote 1084 do produto Whey Protein, está apurando os fatos para uma rápida resolução do caso. A empresa já tomou medidas eficazes e diversas modificações internas estão sendo realizadas, sendo a principal delas a troca de seu terceirizador. Por medida preventiva, e para zelar o direito do consumidor a empresa esta disponibilizando por meio do email sac@xpharmasuplementos.com.br a troca imediata do produto Whey Protein do lote 1084.
Omega Nutritition100% Whey Proteinno rótulo: 2,8g / resultado: 15,15gno rótulo: 25g / no laudo: 9,23gNão respondeu
Pure Whey Proteinno rótulo: 2,3g / resultado: 8,75gno rótulo: 23g / no laudo: 18,10g
Body NutryBody 100% Wheyno rótulo: 2g / resultado: 16,69gno rótulo: 26g / no laudo: 11,5gNão respondeu
DNAWhey Protein 3Wno rótulo: 1,8g /resultado: 9,69gno rótulo: 23g / no laudo: 18,03gNão respondeu
Designer Whey Proteinno rótulo: 1g / resultado: 7,28gno rótulo: 20g / no laudo: 15,6g
SolarisExtreme Whey Protein (lote 14102)no rótulo: 1,6g / resultado: 14,38gno rótulo: 24g / no laudo: 7,97gNão respondeu
Extreme Whey Protein (lote 15400)no rótulo: 1,6g / resultado: 10,21gno rótulo: 24g / no laudo: 16,09g
NeonutriMuscle Whey Protein N.2no rótulo: 11g / resultado: 26,45gno rótulo: 34g / no laudo: 18,87gNão temos conhecimento da natureza ou origem dos laudos. A Neonutri é uma empresa de reconhecida qualidade, presente no mercado há 15 anos, período no qual construiu sólida reputação, pela qualidade de seus produtos, que obedecem a legislação vigente e atendem ao mais rigoroso padrão e controle de qualidade. Patrocina vários atletas, de diversas modalidades esportivas, incluindo campeões, mundiais, atletas profissionais e até mesmo atleta olímpico.
Especificamente quanto ao controle de qualidade, os produtos da Neonutri são submetidos a controle interno no curso da sua fabricação, e depois submetidos à verificação técnica independente, realizada pelo IBERPHARM LABORATÓRIOS DO BRASIL LTDA (www.iberpharm.com.br ), laboratório acreditado e credenciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
3 Whey Protein N.2no rótulo: 2g / resultado: 15,10gno rótulo: 32g / no laudo: 21,88g
100% Whey Proteinno rótulo: 4g / resultado: 15,3gno rótulo: 28g / no laudo: 21,84g
Isolate Wheyno rótulo: 0g / resultado: 4,75gno rótulo: 55g / no laudo: 32,47g
Pro CorpsWhey 5W Prono rótulo: 1,9g / resultado: 3,2gno rótulo: 29g / no laudo: 11,96gEsclarecemos que em virtude do ocorrido todos os produtos antes de serem colocados no mercado de consumo estão sendo enviados para análise laboratorial prévia, sendo certo que todos os laudos de todos os lotes estão sendo disponibilizados em nosso site para conhecimento prévio dos clientes e consumidores dos produtos da empresa, afim de demonstrar que a qualidade de nossos produtos são e sempre foram o nosso principal objetivo. (..) O lote atacado pelo citado laudo esta sendo recolhido do mercado para evitar qualquer prejuízo aos consumidores, que estão sendo atendidos através do SAC da empresa (sac@procorps.com.br). Vale lembrar que outro produto (Whey NO2 Pro) levado a análise pelo mesmo solicitante foi aprovado (...).
Muscle Lab.Whey Protein Concentrateno rótulo: 3g / resultado: 19,17gno rótulo: 25g/ no laudo: 7,2gInformamos que o Depto. de Qualidade da empresa já havia detectado o referido problema causado por matéria prima comprada de fornecedora brasileira, segundo laudo em nossos arquivos. Como solução e garantia de qualidade, passamos a importar "toda nossa matéria prima proteica" e aumentamos o número de análises laboratoriais sobre esse material.
Fisio NutryFisio Whey Concentradono rótulo: 0,98g / resultado: 15,01gno rótulo: 24g/ no laudo: 10,77g"Recentemente diversos laudos estão sendo divulgados na internet, por uma pessoa que está supostamente apoiada por uma empresa concorrente que visa desqualificar as empresas
atacadas, para valorizar os produtos que revende, em flagrante concorrência desleal (art. 195 da Lei 9.279. Este ação é criminosa e esta sendo investigada.(...) Não há provas que garantam a confiabilidade da maneira como foram colhidas as amostras enviadas para elaboração dos laudos, nem tampouco foi enviada contraprova para garantir o direito de defesa das empresas, como é feito pela ANVISA. (...)A Fisionutry realiza laudos periódicos para monitorar a qualidade dos produtos que oferta, e, embora sempre existam alterações de um laudo para outro, devido a variações naturais e esperadas na matéria prima, tais alterações ocorrem dentro do limite tolerável. (...)Cumprimos todas as exigências e critérios estabelecidos pela ANVISA e somos monitorados periodicamente por este órgão que até o momento não detectou nenhuma irregularidade como a informada nas redes sociais e reafirmamos que nunca foi intenção da empresa prejudicar os consumidores." 


                                 APROVADOS (APRESENTAM DIFERENÇA NA QUANTIDADE DE CARBOIDRATOS)
MARCAPRODUTOCARBOIDRATOPROTEÍNAEXPLICAÇÕES
Inovate/Muscled2Nitrowheyno rótulo: 4g / no laudo: 9,29gno rótulo: 25g / no laudo: 25,55gNão faz parte do propósito do nosso produto o apelo: Zero Carboidratos. Mas de qualquer forma, o carboidrato da formulação refere-se a aminoácidos quelados inseridos no produto, que visam a absorção imediata pelos músculos. Este é um diferencial importante do nosso produto para o desempenho dos atletas que buscam uma dieta hiperproteica. Não fugindo do propósito do produto, já que os aminoácidos formam a proteína. A informação a respeito da classificação dos aminoácidos como carboidratos pode ser comprovada junto ao laboratório que fez a análise. 
MidwayWPCno rótulo: 2g /no laudo: 4,56gno rótulo: 24g/ resultado: 22,57g(…) Quando nos laudos se apontam um teor de carboidratos acima do declarados na rotulagem temos em primeiro lugar dizer que o objetivo dos produtos é fornecer proteínas (os quais atendem ) que segundo as quantidades de carboidratos não representam mais que 1,3% da necessidade diária de consumo de uma pessoa adulta de 70 kg; terceiro, portanto de forma alguma prejudicial; quarto, dependendo dos métodos de análises pode haver variações razoáveis e por isso apresentamos laudo de outro laboratório como exemplo de comparação, mesmo assim, por favor, note que a questão principal quanto aos objetivos destes produtos é o teor de proteínas (...).
100% Whey Advancedno rótulo: 2g / resultado: 4,03gno rótulo: 24g/   no laudo: 22,58g
3W Whey Protein Complexno rótulo: 1,6g /no laudo: 4gno rótulo: 25g / resultado: 23,39g
Pro CorpsWhey N.2 Prono rótulo: 1,6g / resultado: 3,83gno rótulo: 25g/   no laudo: 23,07gEsclarecemos que em virtude do ocorrido todos os produtos antes de serem colocados no mercado de consumo estão sendo enviados para análise laboratorial prévia, sendo certo que todos os laudos de todos os lotes estão sendo disponibilizados em nosso site para conhecimento prévio dos clientes e consumidores dos produtos da empresa, afim de demonstrar que a qualidade de nossos produtos são e sempre foram o nosso principal objetivo. (..) O lote atacado pelo citado laudo esta sendo recolhido do mercado para evitar qualquer prejuízo aos consumidores, que estão sendo atendidos através do SAC da empresa (sac@procorps.com.br). Vale lembrar que outro produto (Whey NO2 Pro) levado a análise pelo mesmo solicitante foi aprovado (...).
Best BulkWhey Premiumno rótulo: 4g / resultado: 6,62gno rótulo: 24g / no laudo: 23,26gNão existe irregularidade em nosso produto, pois a legislação permite uma variação de 20% para mais ou para menos. O produto está com -2% de carboidrato, o que não altera a característica do produto> Mesmo assim, em respeito aos consumidores, refizemos a composição para  chegar o mais próximos dos valores declarado no rótulo.
Empresa Vulgo100% Whey Proteinno rótulo: 0g / resultado: 4,5gno rótulo: 27,8g / no laudo: 23,26gNão respondeu
100% 3 Whey Proteinno rótulo: 2g / resultado: 4,63gno rótulo: 27g / no laudo: 23,04g
NutrilatinaUltra Pure Wheyno rótulo: 1,4g / resultado: 2,97gno rótulo: 25g / no laudo: 24,75gDe acordo com o item 3.3.3 da Resolução RDC nº 360 de 23/12/2003 - Cálculo de carboidratos - o conteúdo de carboidratos é calculado como a diferença entre 100 e a soma do conteúdo de proteínas, gorduras, fibra alimentar, umidade e cinzas. Como o conteúdo de carboidratos é obtido pelo cálculo teórico (resultado da subtração dos itens analisados de 100), a pequena variação da proteína encontrada na análise realizada pela M.Cassab foi somada ao resultado de carboidratos, o que superestimou o conteúdo real de carboidratos presente no produto.
100% Whey Portein Concentrateno rótulo: 3,5 / resultado: 5,99gno rótulo: 23g / no laudo: 21,35g
                                 APROVADOS (DIFERENÇA ENTRE O RÓTULO E O LAUDO DO TESTE INFERIOR A 20%)
MARCAPRODUTOCARBOIDRATOPROTEÍNAEXPLICAÇÕES
Pro CorpsWhey N.2 Prono rótulo: 1,6g / resultado: 3,83gno rótulo: 25g / no laudo: 23,07gEsclarecemos que em virtude do ocorrido todos os produtos antes de serem colocados no mercado de consumo estão sendo enviados para análise laboratorial prévia, sendo certo que todos os laudos de todos os lotes estão sendo disponibilizados em nosso site para conhecimento prévio dos clientes e consumidores dos produtos da empresa, afim de demonstrar que a qualidade de nossos produtos são e sempre foram o nosso principal objetivo. (..) O lote atacado pelo citado laudo esta sendo recolhido do mercado para evitar qualquer prejuízo aos consumidores, que estão sendo atendidos através do SAC da empresa (sac@procorps.com.br). Vale lembrar que outro produto (Whey NO2 Pro) levado a análise pelo mesmo solicitante foi aprovado (...).
Supley LaboratórioTop Whey 3Wno rótulo: não informa / resultado: 0,92gno rótulo: 32g / no laudo: 33,43gNão respondeu
Growth SupplementsWhey Protein Concentrado 80%no rótulo: 3g / resultado: 1,24gno rótulo: 23g / no laudo: 20,20g
Não respondeu



Fonte: Eu Atleta

sábado, 3 de novembro de 2012

O perigo das dietas da moda


 
Dietas Malucas


                Pelo bem da sua saúde, passe longe delas.  Segui-las nada mais é do que acender o pavio do efeito sanfona, que traz consequências desastrosas para o organismo.

 

Dieta Macrobiótica:

 

·        O que é?  Indica uma semana à base de arroz integral para desintoxicar o organismo.

·        O que falta?  Sobretudo proteínas e vitaminas, só encontradas em alimentos de origem vegetal como a B12.

·        O que causa?  Faltam proteínas, certas vitaminas e minerais, o que vai danificar o organismo a longo prazo e justificar a aparência amarelo-esverdeada dos seus adeptos.

 


Dieta da USP:

 

·        O que é?  Uma combinação bizarra de alimentos que deve ser seguida por 14 dias.  Veja a sugestão do primeiro dia.  Manhã:  café preto sem açúcar.  Almoço:  dois ovos cozidos com verduras à vontade.  Jantar:  salada de alface com salsão e três bifes.

·        O que falta?  Carboidratos, vitaminas, minerais e, sobretudo, fibras.

·        O que causa?  É extremamente reduzida em calorias e como é indicada por 14 dias pode desencadear fraqueza e anemia.  O excesso de proteína e gordura pode elevar o colesterol, os triglicerídeos e o ácido úrico, além de acentuar a prisão de ventre em pessoas predispostas.

  

Dieta do Dr. Atkins:

 

·        O que é?  O médico Robert Atkins criou essa que foi a vedete dos anos 70.  Sua base:  carnes, ovos, bacon.  A idéia é que o organismo consome mais energia para quebrar as moléculas fornecidas por esses alimentos, daí o emagrecimento.

·        O que falta?  Carboidratos, vitaminas, minerais e, sobretudo, fibras alimentares.

·        O que causa?  Elevação da taxa de colesterol, triglicerídeos e ácido úrico; prisão de ventre pela falta de fibras.  Dietas ricas em gordura estão associadas com determinados tios de câncer, como o de mama e o de intestinos.

 

Dieta de Beverly Hills:

 

·        O que é?  Idealizada no início dos anos 80 pela americana Judith Mazel, preconiza que as enzimas encontradas em frutas tropicais, como o abacaxi e o mamão papaia, aceleram a queima de gorduras do corpo, o que não é verdade.

·        O que falta?  As frutas fornecem vitaminas, minerais, água e fibras.  Faltam, portanto, nutrientes nobres, como os carboidratos (encontrados em pães e massas) e as proteínas (em carnes e laticínios), vitais para fornecer, respectivamente, energia e material para o corpo se regenerar.

·        O que causa?  O consumo exclusivo de frutas estimula os rins a produzir a urina.  Em vez de perder peso, perde-se água.  Se for feita uma única vez, não tem muito impacto no organismo.  Mas se for seguida repetidas vezes afeta o equilíbrio hídrico do corpo, podendo causar de anemia (sobretudo em mulheres jovens) a alterações do batimento cardíaco.

 

Dieta da sopa:

 

·        O que é?  Essa é a menina dos olhos das dietas dos anos 90.  A receita:  bate-se no liquidificador muitos legumes cozidos, com predominância do repolho, e toma-se essa sopa três vezes ao dia, por uma semana.

·        O que falta?  Proteínas e carboidratos complexos, como pães e massas.

·        O que causa?  Se for repetida muitas vezes, pode sobrecarregar o sistema renal e debilitar o organismo.

 


Dieta da Lua:

 

·        O que é?  A receita é básica:  ao mudar a fase da Lua, fica-se 24 horas à base de líquidos (sucos de frutas, vitaminas e sopas passadas no liquidificador).

·        O que falta?  Depende da combinação.  Se forem consumidos apenas sucos, faltarão carboidratos e proteínas.  Se a sopa batida tiver carne e batatas, por exemplo, a dieta fica mais completa, mas no final das contas é apenas um consommé.

·        O que causa?  Uma vez ou outra tudo bem.  Mas se for seguida a cada virada de Lua, quatro vezes por mês, pode ocorrer sobrecarga renal e deficiência de vitaminas e minerais.

 

Dra. Deise Dantas Barcellos


Nutricionista


deisedbarcellos@yahoo.com.br



 

 

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Dieta é individualizada

Dieta para perder peso deve ser individualizada

Chás, cápsulas, comprimidos e shakes. Não existe fórmula milagrosa para emagrecer, sem causar danos à saúde. Para perder peso e não sofrer de anemia, fadiga, queda de cabelo ou tonteira, deve-se consultar um nutricionista e fazer uma avaliação sobre hábitos alimentares e rotina de vida, além de exames de laboratório.
O emagrecimento requer uma dieta hipocalórica, que varia de acordo com o sexo, altura, peso, faixa etária e proporção da massa muscular e gordura.
As pessoas cometem loucuras em busca da boa forma física. Querem recuperar em pouco tempo tudo que engordaram em anos. Acabam consumindo, sem controle, produtos que prometem milagres ou se entregam a dietas radicais prejudiciais à saúde.
Quem precisa perder peso deve alimentar-se em períodos de no máximo, quatro horas, mantendo em equilíbrio a taxa de glicose (açúcar). Beber muito líquido é essencial para o sucesso de qualquer dieta para emagrecer. Muitas pessoas acham que suprimindo alguma refeição (por exemplo, o jantar) emagrecerá com mais facilidade. Enganam-se. Estudos comprovam que a pessoa que se alimenta com frequência tende a emagrecer mais rápido.
Estas e muitas outras informações nutricionais você pode obter procurando um profissional. Portanto, não se intimide, informe-se. Nutrição é saúde.